sexta-feira, março 09, 2007
terça-feira, março 06, 2007
De madrugada
Deixei de saber dormir descansada.
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Francesca
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21:10
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terça-feira, janeiro 23, 2007
Até já
Repeti tanto que me cansei. E o blog foi-se saturando cada vez mais. A escrita, a meu ver, passou a ser um terror. Passou da busca pela satisfação das palavras, à insatisfação de não saber o que dizer. É triste. Deprime-me ter de assumir que, afinal, e de forma irremediável, tudo tem um prazo. Escrever já não é a segunda melhor coisa que sei fazer. Nem a primeira. Deixou de ter lugar no pódio, nem a bronze se safa. Parece-me que o que ocupa agora a primeira posição é mesmo saber Amar. Não fui eu que o disse. Não me critiquem. Mesmo nisso não sou perfeita. Se alguém me disser que o é no que respeita a Amar, fuja. Não tenho paciência para a perfeição. Incomoda-me e aborrece-me.
Existem fases maravilhosas na nossa vida, mas mais importante ainda são as coisas que têm a capacidade de nos acompanhar nessas mesmas fases. Este blog é um dos melhores exemplos disso. São dois anos e pouco de testemunhos, de devaneios, de desabafos, de muito boas partilhas que extravasaram a virtualidade. O “Sem título”, não sendo excepção, chegou ao fim, da melhor maneira, de braços dados com o Amor. Não poderia desejar melhor destino que este. No entanto, não o vou retirar deste espaço e o mais provável é que o continue a usar sempre que as palavras me permitirem dar asas a esse sentimento. Já não será um blog em crescimento, será um palco de recordações, ao qual recorrerei muitas vezes, na esperança de poder reviver tempos idos que me são queridos (Bendita obsessão).
Queria agradecer a todos aqueles que me acompanham desde o primeiro dia, aqueles que por aqui passaram ao acaso, aqueles que partiram sem deixar rasto, a todos os anónimos, aqueles que no silêncio sempre por cá permaneceram, e por último, não posso deixar de agradecer a todas as pessoas que me inspiraram e me impeliram a escrever. Esta foi uma viagem que não esquecerei.
Deixo-vos no final o endereço do meu novo espaço, espero não vos decepcionar com a mudança mas, na verdade, como sou eu que tenho de me aturar, não posso é decepcionar-me a mim mesma.
Um bem-haja e um até já a todos.
Extravios, Lda
http://extravioslda.blogspot.com
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quinta-feira, dezembro 21, 2006
Tu.

Faltas-me tu que és Vida e Felicidade.
Que és O Amor
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segunda-feira, dezembro 18, 2006
Espero-te ...


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sexta-feira, dezembro 08, 2006
Era uma vez
E se consumiram em desejo - interminável.
E redescobriram o Amor.
E...
Única.
Distraindo-me. Esvaziando-me. Escurecendo-me. Mas tu és o caminho. O meu.
Volto todos os dias a nós. Não se trata de uma escolha, mas sim da Escolha.
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16:41
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domingo, novembro 26, 2006
"All that I am, All that I ever was It's here in your perfect eyes, they're all I can see (...)"
Dos restos sanguíneos das minhas batalhas interiores.
Dos degraus que se sobrepuseram aos meus sentires.
Das memórias que desafiaram tudo o que sou.
Agora perante os teus olhos
Acordo e Sou na extensão de uma vida partilhada
A que começamos a construir.
É aqui, no pulsar destes dias,
Que me renovo,
Que me entrego como pela primeira vez
Que te desejo com uma energia sempre nova
Que te desenho no meu corpo,
Que te estendo a minha boca
Para que ao me beberes
Engulas tudo o que em mim habita.
Acendo velas de palavras
Para que me encontres
(Sempre)
em presença
(ou)
em ausência.
Não te esqueças, Meu Grande Amor, que aos teus olhos eu sou Vida e rio que nasce de Ti.
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quarta-feira, novembro 22, 2006
F(r)icção I
Esperam-se em abismo as bocas que se lançam ao coração, que escorrem pelas línguas como silêncio abundando sentires, que se imaginam almas eternas num abraço que é dado na ausência premeditada do nascer de um novo dia. O seguinte.
E agora, impacientam-se os toques, a harmonia. O quente que ferve por entre as pernas alagadas em gestos esquecidos. Devoram-se as esperas reveladas nos rostos cansados de quem vive o fim como nova forma de acordar.
Os corpos afastam-se. Ressentem-se dormentes ocultando o que não exprimem. Sorriem, enfrentando o medo, sorriem no instante em que as almas brincam distraídas, em que nada ficará na memória. Nada do que foi vivido.
Despedem-se com a certeza que algo morreu naquela efemeridade onde o desejo se cruza com a solidão.
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20:09
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segunda-feira, novembro 13, 2006
Verão de S.Martinho
Agora, vestida de ti, sinto, ainda, o rastilho puro do desejo. O nosso desejo. Que nos agarra pelo corpo e nos flui pela mente, quando o teu corpo sobe pelo meu e deixamos de saber como regressar à realidade. O teu corpo que fecunda raízes no meu sexo. O teu corpo que se esvai em tragos de luxúria quando as nossas línguas ganham ritmo conjunto e dançam incessantemente. A força da intensidade que nos arrasa e nos deixa prontas para encararmos a morte. A morte de mais um dia. O nascer de mais um orgasmo. Irrompes em mim como verdade inquestionável. E eu irrompo em ti como um novo acreditar. Tomo-te a boca e devolvo-te toda a Fé inexistente nos últimos anos. Sabemo-nos, assumidamente bem de mais para nos deixarmos de beber. E saboreamos a mudança. A nossa mudança mútua. O inicio da nossa vida. Até que o tempo passe a ser encarado apenas como algo inevitável neste viver.
Somo-nos.
(Achas que a garrafa de vinho tinto que está na dispensa chega para fazermos 31 brindes?)
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domingo, novembro 12, 2006
Memórias de um Sábado.
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quarta-feira, novembro 08, 2006
"Capricho"
O texto que vou publicar em seguida foi-me escrito por alguém com uma importância inquestionável na minha vida. É um texto que adoro mesmo que tenha partes não tão agradáveis. A sua veracidade é incontestável talvez por isso me diga tanto como diz.
Sim, porque os teus escritos não passavam de grandes atrevimentos com um destinatário.
Não sabias nunca ao certo por que escrevias.
Mas também não questionavas demasiado. Acomodavas-te ao teu capricho de tenra idade e eras feliz. Por momentos.
E por momentos acreditavas existir no espaço do teu destinatário.
Ouve, já pensaste em rasgar todas as cartas e incendiar o sentimento? Duvido, pois trata-se do teu capricho e tu és a "autoridade máxima do próprio coração"!
Enfim. . . como se fosse possível ditar regras a esse miserável.
Hoje findaram as lutas, as palavras e as crenças.
Tudo porque decides que já chega. É impressionante como consegues atropelar os sentimentos tão facilmente.
Chego à conclusão de que nunca sentiste foi nada. Ansiavas tanto por sentir que inventaste um nome para tudo, à tua maneira.
Sim, porque se não for à tua maneira, "não presta".
Que coração tão idiota, esse.”
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19:53
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domingo, novembro 05, 2006
"There's only one love. It's only one love, and it's only your love."
Acredito-nos como nos vivo. Com uma intensidade inesgotável. Com uma vivacidade que não me deixa atingir o corpo com o cansaço e confesso-me mais tua agora, mais tua na dor que existe, mais tua nesta guerra que está lançada entre a sobrevivência e um viver para além disto tudo.
Assumo-nos crentes deste novo - para sempre - que se prende nos meus lábios sempre que os teus os bebem. Provam-nos como se não houvesse amanhã. Mas existe um amanhã e outros mais. Existe porque no dia em que fugir seja a única solução credível aos nossos olhos, não o conseguiremos fazer porque só saberemos reconhecer o nosso caminho. O meu até ti e o teu até mim.
Não existe nada que me mova disto. Nem mesmo quando te vejo perdida e achando que não nos conseguirás escolher.
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15:35
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"Want to tell you "I love you" cause I really do. Want to give you the answers if you ask me to. Want to leave your door for the last time, want to leave the floor for the first time. Leave the girls, leave it all behind... trust your dreams, your thoughts it's a matter of time.Run right, run left, just don't look back... Take this trip as your first step. Because the tears that we waste only make us blow...everything is perfect from here. and you know I need you there. "
"You said "- I want to die for you"... You cry and I'm repeating all the stories again. You're stading there for so long and it's so hard, that I finally found, it's heaven in your eyes. Innocence? Why? Why we survive? It's you, and your three million ways to make noise (to make me smile) You really don't know, you really don't see, you really have got a light, I'll found you..."
Letras 645 e Nice and sweet dos The Gift
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terça-feira, outubro 31, 2006
Mais um dia.

"Quando te observo, ao longe, percebo (ainda) mais o quanto te amo. O que és para mim. Por dentro. Em tudo o que sou."
- 27-10-06
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terça-feira, outubro 24, 2006
Take me, cure me,
(…)
My fall will be for you
Nightwish – Ghost love score
Não te consigo deixar de pensar, arrebatas-me por completo, nestes sentires que me entram pelo corpo e permanecem por cá. E a ausência que nos é imposta, maltrata-me e faz-me enlouquecer por dentro. Esta vida, precisa de ti. Este é o teu espaço, e nos meus olhos encontras o mundo. Vem, meu amor.
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quinta-feira, outubro 19, 2006
Encontraram-se num bar de uma ruela com traços cinzentos de tristeza e nuvens vermelhas do sangue espalhado pelos corações partidos. Sorriram, fingindo o conforto inexistente. Tocaram nas mãos, e as respirações aumentariam a cadência daquela noite. O brilho que era notado nos seus rostos ébrios. Entraram. Sentaram-se com os corpos encostados, timidamente, encostados. As palavras eram o gelo de um congelador qualquer. Podia ser o de uma delas ou das duas. E o fogo escondido nos sexos daqueles corpos pretendidos, não era suficiente para moldar aquele gelo entorpecido.
Pediram bebidas ao empregado de cabelo descomposto, cheiro intenso a um desinfectante qualquer, olhos suspensos numa droga comprada noutra ruela esquecida de Lisboa.
As bebidas chegaram, os corpos mexiam-se com uma delicadeza não justificada. As bocas falavam, agora sim, num transe de quem se quer calar e viver, mastigar o alimento que nos é oferecido no silêncio das vontades que se querem adormecidas (Pensamos nós, que a facilidade das coisas, adormece certas questões (i)morais).
Uma das mulheres, aproxima-se trémula, desvairada, na explosão que é eminente, no perigo que lhe persegue a pele, lhe rasga a sensatez, e acelera o batimento cardíaco do sexo, na humidade que arranha o tecido que lhe protege o desejo. Aproxima-se, escondendo os lábios tensos na pele que se prolonga por detrás da orelha, firmando palavras desconexas com a realidade mas embrenhadas em sentires avessos, prostitutos. Alonga as suas mãos na incoerência que se estende no corpo da outra mulher, os seus dedos revelam segredos na pressão dos dedos que dançam sobre a pele, sobre os poros que se abrem à medida que os arrepios se pernoitam.
O bar escurece. As pessoas não se apercebem do que está a acontecer. Ninguém se apercebe nem elas próprias. Daqui a poucos minutos, elas chegarão ao limite. Deixarão de se preocupar com o que as rodeia. Irromperão pelos seus corpos adentro, não resistindo ao apelo dos sentidos, ao que lhes está por debaixo da pele. Serão uma da outra pelo menos esta noite. E viverão. E os corpos pela primeira vez serão compreendidos. Serão tendencialmente satisfeitos. A noite pesará menos. Tudo pesará menos. E olharão a vida como há muito não a olhavam. Sorrirão e talvez no fim se abracem no entendimento revelado, no encontro das suas vontades. Talvez tudo mude, esta noite.
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sexta-feira, outubro 13, 2006
Eu – tua Menina-Mulher.
Somos-nos
Reconhecemo-nos
Inteiramo-nos
Abrimo-nos
Assumimo-nos
Alimentamo-nos
Possuímo-nos
Invadimo-nos
Quebrámo-nos
Tu singular, na minha pluralidade.
Eu certeza, nos teus medos.
Duas. Sempre Duas.
Sexta-feira 13 – Um dos nossos dias. Por dentro de todos os outros que ainda não iniciámo-nos.
Os teus olhos abrem-se
No silêncio
Do que sentimos.
E as madrugadas são os beijos que nos fecham do que nos atinge.
Brindemos à indefinição, a que demos um nome, no último suspiro de um orgasmo.
(Lê-o nos meus lábios)
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segunda-feira, outubro 09, 2006
(Re)nascer

Este dia. Esta tarde. Tudo se multiplicou em mim. O destino ficou-nos nas mãos. Deixámos de controlar e a palavra "fugir" começou a desaparecer das nossas visões. Encarámo-nos, vivemo-nos, respirámo-nos, confundimo-nos nisto que agora é nosso.
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18:38
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