I wish that we could see if we could be something
domingo, fevereiro 17, 2008
domingo, fevereiro 10, 2008
Arrastam-me pelas teias do desejo como se essa fosse a única forma de me terem. E não me assusto se o compreender. Talvez seja a única forma. Talvez seja a única maneira de me soltar das arestas que se prenderam ao dentro. Não sei ser coração na distância. Porque é na distância que se encontram as fragilidades que renego.
Só sei ser pele na pele. Desejo no desejo. Sexo no sexo. Mãos geometricamente colocadas no meu corpo. E tudo o que quero está nos contornos do outro corpo. Da boca aos pés. É a continuidade do que me surpreende que me tira as raízes do chão. Não é o domínio. Não é a dificuldade de seduzir. Nada disso me agarra. É o salto que se dá depois de nos deixarmos ir que me capta a atenção. A verdadeira.
Palavras que substituem actos. E actos que não me chegam. Nos dias em que me senti preenchida estava nua de medos. Quantos dias o medo foi nulo? Perdi-lhes a conta por não existirem.
Não sei ser mais do que isto. E se isto for o medo do rastilho então é isso que sou.
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sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Queres que escolha um espaço. O espaço do reencontro. O retardar de um reconhecimento que já começou a ser feito. Cresces em altura no que sou. E tenho medo que num determinado instante deixe de te conseguir observar. Se o caminho for demasiado. Se eu for vaga no que te dou de mim. Será ainda possível chegarmos lado a lado?
Castigo, tantas vezes, a vida que me chegou às mãos. Maltrato-a para a conseguir sentir. Digo-te ao ouvido: são por demais as vezes que me esqueço do que sou. Que me esqueço de que ainda consigo sentir. Sentir o dedilhar dos dedos sobre a crosta do meu coração. Digo-te ainda mais perto, do sítio onde a voz se confunde com a respiração: Se me tocares não saberei ao certo que toque é esse. Não saberei ao certo onde me tocas tu. Não sei onde está o epicentro do meu sentir. E mesmo assim te digo que estou aqui. Aqui. Do lado em que tu me puxas.
Dizes-me: a minha fé por ti é inabalável.
E se eu fechar os olhos do mundo quase que posso acreditar. Não em ti. Mas nessa fé que me transborda em harmonia. Nessa fé que não seria possível existir se não fosse tua. Se não pertencesse ao melhor de ti. Essa fé.
Reconstruo as janelas do passado que se encobre de presente. Misturam-se. Não. Eu é que as misturo. Na oportunidade remota de me saber construída. Não de cimento mas de madeira porque assim facilmente poderei arder de frente para ti. E das águas que se bradem dos teus olhos poderei ser salva. E viver. Poderei reaprender a viver com tudo o que sou. Toda a matéria-prima que te esqueceste de alienar. Sou eu. Poderia gritá-lo se a voz se aguentasse. Se tu ainda te encontrasses aqui.
Cais-me de novo no corpo, na facilidade com que se ouve o ruído do todo que está lá fora. Cais-me de novo no corpo como abutre desfiando a carne já solta da pele. Sou de pouco alimento para ti. Para a fome que te provoca espasmos de angústia. Sou-te pouco porque foi de ti que me libertei em vez de partir.
E ainda te consigo ouvir quando dizes:
No engano do acto fruto do amor fica quem se nega a fugir da dor.
Partimos.
Who was born strong and brave and holy, loves me rough and tenderly
Can it be understood the reaons why do you belong to me?
I need the steady of you and I’d give you everything
That i could cut this sweet precision from beneath my tender skin
There is a way, there is a way that you could save me from this
Would you promise to be king?
Promise to be kind.”
Mirah – Promise to me
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quinta-feira, fevereiro 07, 2008
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Precipita-te. A caminho de mim.
Uma pedra no meio das minhas mãos.
O verniz vermelho de coração. Dedos que tatuam. A pele do corpo. Do corpo que não se entrega.
Do orgasmo omisso. Esquecido. Predefinido. O orgasmo que se fechou dentro de mim.
Há quanto tempo?
Não sei.
Mais um segredo. Relembra-me o que fazemos aqui.
Colamos duas cidades numa só. Ciclo de colagens.
E que somos nós?
Não te precipites.
Eu deixo de ser impulsiva.
E assim não nos perdemos.
Imagino o sofá já com a forma do teu corpo. Imagino. E.
Apenas imagino. E isso já é permitir muito.
Diz-me qual a nossa banda sonora de hoje?
Outro segredo: ontem adormeci e acordei contigo.
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terça-feira, fevereiro 05, 2008
Closer
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sábado, fevereiro 02, 2008
Memories.
Ennis Del Mar: Well, why don’t you? Why don’t you just let me be? It’s because of you Jack, that I’m like this! I’m nothing ... I’m nowhere... Get the fuck off me! I can’t stand being like this no more, Jack.
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quarta-feira, janeiro 30, 2008
Depois lembro-me de outras coisas, como os beijos que arrancava aos rapazes. Tinha 5 anos e tinha 5 namorados. E atrevida agarrava-os pelo colarinho e beijava-os. A minha mãe disse-me anos mais tarde que eles fugiam. E eu gosto dessa ideia.
Lembro-me das minhas festas de anos. A última que tive tinha 9 anos e a partir daí nunca mais gostei de comemorar o aniversário. Lembro-me que depois uns dos aniversários que gostei mais foi quando fiz penso que 20 anos, dormi até às 18h e depois fui ao meu jantar, bebi imenso, ri-me muito e estava bem. Dancei até de manhã e acho que estava feliz. Acho que foi o último que apreciei. Acho.
Avanço uns anos e lembro-me da primeira vez que senti o sexo de um homem a dirigir-se a mim curioso. Devia ter uns 13 anos, ele era mais velho e estava a estudar para ser padre. Eu gostava de o provocar e ele não se fazia de acanhado. Corria atrás de mim, puxava-me para o seu colo e beijava-me e depois eu sentia algo a crescer. Não me assustava. Não, isso não. Deixava-me sequiosa e portanto eu continuava a provocar. Até que um dia ele agarrou-me com muita força e levou com um pontapé nos ditos. E eu fui embora airosa sem olhar para trás. Anos mais tarde fiquei a saber que não foi para padre e pelos vistos continuava feio e parolo. Depois tive mais umas quantas aventuras sem nunca esquecer o efeito que as mulheres tinham em mim. Fui adiando, adiando até que resolvi assumir. A experiência começou pessimamente. Não faz mal. Agora sei reconhecer uma puta a milhas de distância. Serviu de aprendizagem.
Entretanto passaram-se 7 anos e aqui estou eu. Tenho dúvidas se algum dia amei e dúvidas se alguma vez me apaixonei, fora isso, penso que vivi tudo de forma muito intensa. Acho que nunca parti um coração, ou melhor, posso ter aberto mais uma fenda ou outra mas partir nunca. Iludi muitas vezes, é verdade. Manipulei. Vendi muitas palavras e menosprezei os sentimentos dos outros. Fui algumas vezes calculista, fria e distante. Mas o pouco que dei podia ter sido melhor valorizado.
Tenho dúvidas se fui alguma vez amada. Portanto, penso que eu e o amor estamos quites. E assim, a vida pode continuar.
E penso que só tenho mais uma coisa a dizer:
Fuck you all.
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domingo, janeiro 27, 2008
Prefiro manter-me de olhos fechados. Voltar ao silêncio das horas que já não se repetem. E aí sinto, sinto-me de novo viva. O corpo que sente o toque preciso. A invasão territorial que acontece quando afastas as minhas pernas com a segurança de quem sabe o que faz. E tu sabes o que fazes. Soubeste até que ponto podias ir e sabias também o momento em que me renderia e com voz de fúria te diria: Fode-me. E talvez tenha sido esse o momento em que percebi que já não podia voltar atrás. Eras tu que estavas dentro de mim e eras tu que controlavas tudo. A tua mão a tapar-me a boca e a outra apoiada na minha anca. Eras tu. E eu já não queria outro que não tu dentro de mim. Não posso voltar atrás. Aconteceu. E mais fundo não seria possível. E depois eu e o cheiro a orgasmo na cama e no ar. E a tua voz de satisfação ao meu ouvido: Quem diria que um dia estarias nesta situação. Ninguém diria. Só eu própria. Mas mais ninguém diria. Nem tu, nem mesmo quando um dia com o álcool em demasia liguei-te a dizer que te queria. Não sabia quando e de que forma. Mas queria-te. E agora já percebi o como. Tu dentro de mim. E eu a expulsar-te já com o prazer consumado.
Fumas o cigarro até ao fim. Não deixas espaço para mais uma passa. Já olhaste para trás e procuraste-me com os olhos. E é de olhos fechados que te vejo. E é com os movimentos do teu corpo na minha varanda que percebo que isto não vai ficar por aqui. Queres mais. E eu quero que tu queiras mais. Quero que voltes para a cama e sintas como o meu sexo está molhado, como seria fácil um barco navegar nas minhas águas. Quero que voltes e comeces tudo de novo. Sem preparação. Sem qualquer permissão. Sem sequer tentares perceber se os meus nãos querem dizer sim. E facilmente eu entendo que és igual a mim. E talvez por isso a minha rendição a ti.
Olho para ti agora de olhos abertos e a boca entreabre-se para falar, para te dizer – vem, povoa-me de novo, acrescenta palavras aos meus ouvidos, faz-me acelerar, marca-me os seios e prende-me o cabelo até eu me sentir preparada para que saias. Que saias de dentro deste espaço que quer ser novamente teu.
Olho para ti agora de olhos abertos e de lábios cerrados. Levanto-me da cama ainda de corpo nu e acendo um cigarro. Olhas para mim. Sorris e aí noto uma ternura. Algo enjoativo que salta dos teus olhos. E nesse segundo mal parido lembro-me de quem sou e do que tu não podes vir a ser.
- Vou tomar um banho. Vemo-nos amanhã como habitual?
- Posso ficar mais um pouco se quiseres. Podemos fazer qualquer coisa, está um dia tão bonito.
- Não me apetece. Mas adorei estar contigo. Um dia repetimos.
- Mas…
- Vá, até amanhã.
E depois o som de mais uma porta que se fecha.
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sexta-feira, janeiro 25, 2008
quinta-feira, janeiro 24, 2008
In Everwood
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quarta-feira, janeiro 23, 2008
She was heartache from the moment that you met her
My heart is frozen still as I try to find the will to forget her, somehow
She’s somewhere out there now
Jeff Buckley – Forget her
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segunda-feira, janeiro 21, 2008
Atonement - Expiação
Robbie Turner: We can resume. The story can resume. I can resume.
Cecilia Tallis: I love you. I’ll wait for you. Come back. Come back to me.
Robbie Turner: Dearest Cecilia, the story can resume. The one I had been planning on that evening walk. I can become again the man who onde crossed the surrey park at dusk, in my best suit, swaggering on the promise of life. The man who, with the clarity of passion, made love to you in the libray. The story can resume. I will return. Find you, love you, marry you and live without shame.
Briony Tallis: So, my sister and Robbie were never able to have the time together they both so longed for... and deserved. Which ever since I’ve... ever since I’ve always felt I prevented. But what sense of hope or satisfaction could a reader derive from and ending like that? So in the book, I wanted to give Robbie and Cecilia what they lost out in life. I’d like to think this isn’t weakness or evasion but a final act of kindnesse. I gave them their happiness.
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sábado, janeiro 19, 2008
Uma farsa. No fundo todos temos um lado que se esmera em falsidade. E também existem aqueles que queremos esconder e fazemos o oposto do que sentimos.
Não posso contar os dias em que fui verdadeiramente feliz. Não existem. Sou por natureza insatisfeita. O tudo parece-me o nada. o nada colorido. Mas continua a ser um nada. e eu quero o tudo. Tudo mais o tudo. Mas não o mereço.
E tu dizes: és tanto. Sabes disso não sabes?
E eu respondo que sei. Mas não sei. Não sei nada. e precisava que então me explicasses porque sou tanto.
E então dizias: a ideia que tens de ti é errada. Imagina as cortinas que mais gostavas de ter na sala da tua casa. Tu não és as cortinas. Não. Tu és o material de que as cortinas são feitas. E aí és um tanto. Mas não podes ser tudo. Não existe um tudo nas pessoas.
E então repito: sou nada.
És mais do que isso. Tens sempre de ser mais do que isso. Nem que seja pelo teu sorriso. Sim penso que o teu sorriso vale uns quantos pontos.
O sorriso. E depois a boca. E mais tarde os olhos. E ainda mais longe as tuas mãos e o que fazes com elas. Sim de facto as tuas mãos dão-te mais algum avanço. De que são feitas as tuas mãos?
Não sei. Continuo a não saber nada. mas isso tu sabes porque parece que já sabes tudo.
E o beijo. o quente que ultrapassa os teus lábios e o orgasmo que pode nascer da tua língua.
Mas que percebo eu de orgasmos?
Provocas-los. Portanto deves perceber alguma coisa.
E depois a voz. Sim falam da voz. E lembro-me que é voz de cama. Voz que se arrasta. Voz que queima. Voz que excita.
Percebo. Tenho uma voz que tem algum efeito. Quanto? Quanto é que dás pela minha voz?
Tudo. E novamente não existe um tudo. Então existe um quê?
Repito: nada. nada que nasce do nada.
Contas-me uma história?
Se mentir continua a ser uma história? Então conto-te a minha história.
Era uma vez uma miúda que achava que poderia ser tudo e depois apercebeu-se que era muita idealista e fez-se nada. e continuou a ser nada. nada.
Mas quem és tu?
Nada. sempre o nada. é a única coisa que tens de saber sobre mim.
Acho que me posso apaixonar por ti. Tens qualquer coisa em ti que me enfeitiça. Achas que me poderia apaixonar por ti?
Não. Não acho.
Porquê?
Porque eu nunca serei a pessoa certa.
És sim! Eu sinto que és.
Sou a pessoa certa para mim. Entendes? Sei pouco de mim mas ainda sei alguma coisa.
E fugias comigo?
Fugir? Não. Estou farta de fugir.
Mas ficavas comigo esta noite?
Sim. Esta e a seguir. Depois já seria repetição a mais.
Vou-te buscar daqui a meia hora.
Anda.
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sexta-feira, janeiro 18, 2008
Vota: 760 787 803
Ouvir-te é ir de encontro aos meus 15 anos altura em que te conheci. Ainda me lembro como começamos a falar. Eu, tu, a Su, o Cris, a Mara e a Binas. Formamos grupo desde o primeiro dia e só nos separamos quando vim estudar para Lisboa. Demoramos a encontrarmo-nos mas quando aconteceu parecia que estávamos de novo nos intervalos das aulas em que te pedia para cantares e tu cantavas baixinho ao meu ouvido para ninguém ouvir. E que voz a tua, que presença, que alma.
Partilhámos tanta coisa. Escrevíamos poemas em que assinavas como “Voz do vento”, ríamo-nos até não podermos mais e até me recordo do dia em que discutimos e que me escreveste aquela carta. Estupidez de miúdas. Agora és uma mulher fantástica e eu em breve serei a tua advogada :P Pronto eu, a Mara e a Su. Uma equipa sem igual.
Estás onde devias estar, na final. Estiveres ímpar em todo o programa e ímpar é como também sairás. O que tu fazes ninguém faz melhor. E ainda me lembro do ano passado em que fomos todos ver-te ao hotel e cantaste a “How could an angel break my heart” – a música dos nossos intervalos. É emocionante ouvir-te. É…
Ainda bem que nos reencontramos.
Estamos todos a apoiar-te. Desejamos-te toda a força para sábado.
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15:39
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quinta-feira, janeiro 17, 2008
- Tudo? Mas o que é tudo? Tudo o que vejo? – perguntas, num sussurro. Como se, de súbito, te sentisses esmagado pela intraduzível vastidão do teu olhar. O que se vê nunca se pode narrar com rigor. As palavras são caleidoscópios onde as coisas se transformam noutras coisas. As palavras não têm cor – por isso permanecem quando as cores desmaiam. Percebo o teu aturdimento: como se traduz a visão? Como se emprestam os olhos? Impossível. Ainda por cima num aeroporto, onde tudo é movimento; o movimento entorpece o acontecer das coisas.
Conta-me só a verdade, Sebastião. O que sobra daquilo que vês. Dizes-me que vês uma criança chorando agarrada aos joelhos de um homem que parte. Uma mulher tenta soltar-lhe os dedos das calças do homem, que se esforça por conter as lágrimas. Peço-te que não me contes histórias de despedidas. Vejo-as à transparência das vozes, no recorte bruto das frases interrompidas, entrecortadas de tristeza. Peço-te que olhes para o que fazem as pessoas felizes – são essas que preciso de ver. Dizes-me que te peço demasiado, que a felicidade não se vê.”
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segunda-feira, janeiro 14, 2008
1º dia
Estive a pensar horas e horas e horas e decidi que quero:
Tudo contigo.
E sendo assim gostaria de saber se aceitas namorar comigo.
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19:32
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sábado, janeiro 12, 2008
Um brinde a nós.
We're just ordinary people
We don't know which way to go
cause we're ordinary people
maybe we should take it slow
This time we'll take it slow
Take it slow
maybe we'll live and learn
maybe we'll crash and burn
maybe you'll stay maybe you'll leave
maybe you'll return
maybe you'll never fight
maybe we won't survive
but maybe we'll grow
we never know
baby you and I.
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23:44
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segunda-feira, janeiro 07, 2008
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sexta-feira, janeiro 04, 2008
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