Fade into you
You go in shadows
You'll come apart and you'll go black
Some kind of night into your darkness
Colors your eyes with what's not there.
Fade into you
Strange you never knew
Fade into you
I think it's strange you never knew
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Mais tarde ou mais cedo, o facto de teres confiado em alguém vai resumir-se a um estalo bem forte na face. E vai deixar marca. Durante uma imensidão de tempo.
Se não confiares podes até viver menos mas dificilmente alguém terá a capacidade para te retirar o tapete dos pés. Sim, foi isso que aconteceu. Não previ a queda. Previ o amparo e esse nunca existiu.
Arranjei uma nova forma de decorar as paredes do meu quarto. Lá podia colocar os textos, as mensagens, os telefonemas, os beijos, as palavras inventadas, os olhares falsos, os sonhos rasgados, os momentos que de verdade pouco tiveram. Pelo menos da tua parte.
Estou fodida. Detesto perder o meu tempo com quem não o merece. Detesto que me iludam. Detesto cair nas ilusões. Detesto não prever as coisas. Não as controlar. Detesto que me deturpem a puta da mente. E que me viciem a puta do corpo. Foda-se.
Mas se há coisa que eu não sou é dramática. Se me enterro ergo-me. A vida renova-se. As pessoas renovam-se. Eu renovo-me. E mesmo que fique a mágoa, a desilusão, a angústia, a frustração,eu continuo cá. Agora de olhos mais abertos. Menos crente nos outros. E talvez mais humana. Talvez.
Tu foste um erro. E acredita que a questão nunca foi se seria possível perdoar-te ou não. A questão foi sempre o efeito que terias em mim. A marca. Em poucos dias alteraste tudo. Transformaste-te no fantasma que receavas ser. Ousaste perder-me e a melhor parte é que nem sentes essa perda. Sentes tudo o resto mas não te levou dois segundos a apagares o que foi por nós vivido.
Fizemos a nossa cama. Ponto final.
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Lembro-me que é assim.
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Tu foste o que o tempo não domesticou, tu foste o livro entornado onde o silêncio não inflama, tu foste a pedra rija que se desgasta no álveo distante das brumas. Eu fui a sobra do teu lamento, os corredores da tua insatisfação, a palavra guardada no nó do punho, a morte dura na travessia da tua língua. Eu fiquei. Tu partiste. Tudo o que disseres não recaí sobre o papel, tudo o que possas dizer não intenta o reencontro da boca onde a palavra fica sempre por dizer. Porque tudo o que tu possas dizer não me chega à pele nem ao osso. Esmorece onde o segredo da carne espelha a tua fome nefanda, corrói onde o segredo da noite decaí sobre as preces dos teus joelhos. Porque tu nunca ficas onde a pressa da cama te relembra que o amor é mais venoso que a solidão dos teus ímpetos. Eu permaneci. Tu esqueceste. No meio de um tempo qualquer, nós somos o que o olvido instigou na gangrena da espera, nós somos todo o ardor por deglutir no negro findo dos teus costumes.
(Alice Tennis Giros)
Na maior parte das vezes, canso-me disto. Da incoerência dos meus passos. Da incoerência disto que se rasga, dia após dia, entre nós. Entre nós e o que está lá fora. Entre nós e todas as outras pessoas que algum dia significaram mais do que o resto do prazer que fica esquecido pelos corpos. E nem eu nem tu conseguimos desculpar. Desculpar que antes deste todo, fomos de outras pessoas. Mesmo que acolhamos nos anos a sabedoria de que só à morte pertencemos. E quando te sinto, por essa noite adentro, apetece-me. É mais do que apetecer. É sentir a voluntariedade do que respiro. E puxar-te. E agarrar-te. E quando a tua pele se confundir com a minha. Partilhar contigo que me quero oferecer a ti. Apenas a ti, antes de voltar a pertencer à terra.
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Cursed with a love that you can’t express
It’s not for a fuck or a kiss
Rather give the world away than wake up lonely
Everywhere in every way I see you with me
If you find me, hide me, I don’t know where I’ve been
When you phone me tell me everything I did
If I’m sorry you lost me you’d better make it quick
‘Cause this call costs a fortune and it’s late where you live
Emily haines – Crowd surf off a cliff
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Bette: I’m afraid that I’m… destructive. That if I have something good, I feel compelled to destroy it.
Tina: Look, I’m not so pure and innocent, ok? I was awful when I was with Henry. I was flailing. Look how I treated you. I used Angelica against you. I was...
Bette: Tina, I love you. I love you. I have no doubt about that. I’m just afraid that...
Tina: That everything you’re feeling right now is because... we’re not really together, It’s an affair.
Bette: No.
Tina: But it is.
Bette: For me, when I really search myself, it doesn’t feel like an affair. For me, it feels like I’m coming gome.
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"How do you say goodbye to someone you can't imagine living without?
I didn’t say goodbye.
I didn’t say anything.
I just walked away."
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Patricia: I bet you've had a hard time walking into a room full of people on your own, right? Yeah. I know that. I know what it is not to feel like your in the room until he looks at you or touches your hand or even makes a joke at your expense, just to let everyone know... you're with him. You're his.
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