terça-feira, novembro 15, 2005

Por muito incontidas que sejam as nossas chegadas, as cadeiras vazias que deixamos em casa uma da outra, não consigo que o teu espaço seja ocupado por outros tragos de respiração, por outros beijos fugidos no tempo - naquele tempo que não é mais do que uma janela aberta
com vista para um dia de sol embaraçado com rasgos de frio, naquela espera que fazemos quando esperamos algo que não sabemos dizer, por medo de o não sabermos explicar, de não conseguirmos encontrar uma razão que o defina.

Preciso que saibas que a minha espera é como a janela do meu quarto, sempre entre-aberta na superstição que ao passares por ela saberás que assim a deixei para ti.

6 comentários:

Yardbird disse...

E por vezes poisa por lá um passarinho :-)

singularidade disse...

Gosto de te ler alma sonhadora.
Beijinho fofo

Adryka disse...

Lindo o amor faz coisas destas, e prega-nos partidas fantásticas.
Beijinhos

Anónimo disse...

Olá
Por vezes a vida é feita de riscos, uns assumidos e outros que nem por isso. Por vezes penso que sejam esses aqueles que dão um pouco de luz e razão ao que nos acontece. Entre aberta ou não as coisas acontecem na sua particulariedade, deixando brilhos..até que os medos e receios nos deixam com um sabor..de amor! Beijo

Vera Cymbron disse...

Gostava de amar assim...tenho saudades.
Jinhos

Anónimo disse...

Deixar a porta entreaberta....sim, sempre, mas não para alguém, antes para o Amor, para a Paixão e para a Vida! Até encontrar quem tem a chave que pode abrir a porta por completo a porta estará sempre entreaberta...
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