quarta-feira, agosto 02, 2006

Cheguei à tua porta de madrugada, unicamente com as roupas que tinha no corpo, um maço de tabaco e um sorriso de quem quer foder. Abriste-me a porta, com os olhos carregados de sono. Não me disseste olá, nem bom dia, nem como estás. Perguntaste que fazia eu ali. Respondi-te que as insónias estavam a dar cabo de mim e precisava de foder. De preferência com alguém que me desse muito tesão. De preferência com alguém que não fosse muito complicado. Mandaste-me embora. Disseste que já não querias continuar com aquilo. Acendi um cigarro. Fiquei a olhar-te enquanto esfregavas os olhos. Olhei-te enquanto os teus pés não ficavam quietos. Enquanto via as tuas mãos trémulas. Via tudo e não via nada. Apaguei o cigarro. Despi-me à porta da tua casa. Arranquei-te a roupa com a velocidade de quem não tinha tempo a perder. Fechei a porta, enquanto enterrava a minha mão na tua boca, de forma a te calar os gritos que me desconcentravam. Levei-a para a sala e com movimentos bruscos consegui deitá-la no chão e prender-lhe as mãos. Escorreguei a minha saliva pela sua boca, obrigando a sua língua a unir-se à minha. O seu corpo lutava contra o meu, enquanto o calor se derramava e o tesão me inundava. Fartei-me dos seus nãos. Fartei-me daquela luta. Desamarrei-lhe as mãos, beijei-a na testa e servi-me de um whisky puro como o sexo que queria fazer. Pendurei-me no sofá, acendendo um cigarro enquanto a olhava incrédula, completamente sem palavras. Perguntou-me porque tinha eu parado. Respondi-lhe que fartei-me, que fiquei impaciente e que a vontade de foder mudou de cara e que já não era a dela. Levantou-se e tentou fixar um estalo na minha cara. Agarrei-lhe a mão e puxei-a para mim, sentei-me no sofá e abri-me em desejo para ela. Desfrutei da sua língua quente, envolta na prova do meu prazer, deslizando a textura dos seus dedos para dentro de mim, fazendo com que me baloiçasse no sofá. Com a mão entrelacei-lhe o cabelo, agarrando-o vorazmente quando me sentia a ser devorada, fodida em todos os meus recantos de desejo. Sentia-me satisfeita, com o orgasmo ainda presente no meu corpo. Lambi-lhe os lábios e as mãos. Envolvi-a num beijo que mais do que ser quente, era frio. Era um beijo de despedida.

Enquanto ela foi buscar gelo, peguei nas minhas coisas e parti.

3 comentários:

Anónimo disse...

E porque não voltas?

MalucaResponsavel disse...

Ola, :)
adorei o txt... é cm se foss escrito pelos 2, certo? (ou eu é q ando a ler mal??). bj

Cecilia Cunha disse...

Fortes as tuas palavras, reais e intensas!
Gostei do texto e daqui... vou voltar!
Beijo e um óptimo fim de semana