quarta-feira, agosto 10, 2005

Insisto em te perder sempre que te tenho
Como a frustação de não me conseguir encontrar
Sempre que estar contigo é uma certeza inquestionável
Sempre que as palavras saem como deserto infinito
Na tentativa de fugir desse amor
Dessa ilusão de achar que sinto o mesmo por ti

Acordo com o teu sorriso cativo sobre mim,
na doçura enjoativa dos teus beijos
nessa meiguice matinal errónea
no teu corpo pegado ao meu
com o fim de me possuires
e de eu não te fechar as portas

Percorres-me nessa paixão intensa
sem nome, sem destino
afogo-me no teu cabelo de sol
em beijos que me secam a boca
de tão cheios de querer esquecido
como os lençóis sem sabor a que nos entregámos

Abro as janelas da minha pele
Para te mostrar o caminho do adeus
Porque as nossas mãos escorregam
Na balança do desencontro
E nada em mim no presente
me devolve a ti como dantes.

5 comentários:

Vera Cymbron disse...

Cuidado com as recaídas!
Jinhos, tá fabulástico esse poema de amor cheio de saudades...

Débora disse...

Olá Cacau! Já não passava cá há um tempo, tenho andando um pouco longe dos blogs. Mas olha que gostei muito do poema, muito sentido*

fairy_morgaine disse...

as tuas palavras colam-se a nós como gotas de chuva e com elas arrastam sentimentos mudos que tornam as nossas íris liláses.

Litostive disse...

Começo a acreditar que o amor não existe. :(
Beijo...*

Marisa disse...

Numa palavra: excelente!
Não conhecia o blogue...mas vou querer voltar.
Parabéns