domingo, janeiro 01, 2006

Quero arrastar pelo chão as memórias do dia em que a morte caíu aos nossos pés e me congelou os ouvidos de forma a não deixar entrar
os teus gritos, os teus gritos de mulher amada no dia em que partiste e me fizeste respirar o ódio da tua morte, do amor que deixou de ter duas vozes
e passou a ter apenas a minha voz dormente, calada, deslavada. Deixei de conseguir regredir ao passado, ao teu corpo embaloiçado nas minhas mãos na prece de atingirmos o inatingível, na oração de cravarmos os sonhos no lugar onde se acumula a dor quando se perde algo...
O presente da tua ausência rouba-me a vida que me estava destinada, assalta-me o corpo numa nudez violentada de passos tatectados que são teus feitos por mim na verdade cimentada que é a tua morte.

5 comentários:

sotavento disse...

2006 só pode ser um grande ano!... ;)

Menina_marota disse...

Passei para te deixar um abraço e dizer-te que te desejo o MELHOR ANO POSSÍVEL!

FELIZ ANO de 2006 ;)

nuno disse...

Não tenho comentado mt, mas venho cá sempre... Bom ano!! bjs

Mendes Ferreira disse...

bom ano....continuas a escrever mt bem. abraço.

Isabel disse...

Lindo, escreves tão bem...
Invejaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, grrr