quinta-feira, janeiro 05, 2006

Apeteces-me.

Mesmo que seja tarde de mais,
quero-te aqui
com a nudez jogada no chão
com o teu corpo cheio de palavras escritas
pela minha boca
pelas minhas mãos

pela dança
vertiginosa
inquieta
dos meus dedos.

Dizes-me em sons
que não devias estar aqui
Mas estás
sempre estiveste
ao mesmo tempo
que sempre fugiste.

Dizes que é errado
o orgasmo nascido entre os nossos corpos
Chamas-lhe:

traição
reatamento
solidão

Eu apenas lhe dou um nome:

Consequência
dos que nos pedem os corpos
do que queremos nós.

Dizes que tens de ir embora,
dizes que tens outros braços à tua espera.

Deixo-te ir
como sempre o fiz
sabendo que voltarás
à procura do meu odor
do meu sorriso
dos meus caracóis
deitados nos teus seios
do meu desejo no teu ventre.

Apeteces-me
não como vício
não como ódio


como realidade.

10 comentários:

palavrinhas disse...

A realidade como consequência... Ou será a consequência da realidade?

Um abraço apalavrado

sotavento disse...

Tipo "apetite envenenado"?!... :)

Anónimo disse...

Que maravalha,adorava ter escrito isto...porque sim,sorri.
beijinho
m

NoZ disse...

Cof Cof

AlmaAzul disse...

Magnífico... em palavras :)
*azul

BlueShell disse...

Nada de desesperos...
O que tiver de ser...será! E um dia saberás dizer "Amo-te"...prometo!
Jinho, BShell

Anónimo disse...

...impressionantemente real...tao real que chega a ser surreal.
beijo-te,ja te namorando...
t.

Beak Nahual disse...

Muito bom! Voce escreve muito lindo!
E de voce este poema?
Muito respeitável e descomunal!

Beak Nahual disse...

Gosta de Paulinho Moska?

Eu sou de México, mais gosto muito de voce e suas palavrinhas!

Beijinhos!!!

Anónimo disse...

mas quem ve palavras nao ve caracteres!!!

mas quem esta preocupado com isso,aqui???

um blog e isto mesmo!!!
parabens a escritoria,pois sabe descrever e interpretar sentimentos.
ate um dia,
Sophie Zilmmer