segunda-feira, julho 17, 2006

Dançamos pelos rios que se iniciam nas nossas bocas. Provocas-me rasgando-me os lábios com os dentes. Chupas. Lambes. Incendeias. Penetras-me a boca com a tua língua. Roçamo-nos em palavras. Mergulhámos dentro das nossas roupas. Levas-me a puxar-te para mais perto. E afastas-te com o meu sangue impregnado na tua boca. Sentas-te altiva. Olhas-me enquanto te transpareces de desejo. Dás-me a descobrir os teus seios que te soltam da pele. Dás-me a prová-los através dos dedos que te humedecem os mamilos. Transformando-os em pérolas. Embrulhas-te nas paredes. Afagas o teu cabelo, deixando-o cair pelos teus olhos. Nunca chegas a quebrar a nossa ligação. Nunca deixas que os meus olhos se afastem da tua sensualidade encoberta de sexualidade. Alicias-me o corpo. Movimentas-te, alimentas-me a mente. Deixas que as tuas mãos se deslizem ferozmente pelo teu ventre. Trazes-me os teus dedos à minha boca, e entras dentro de ti. Sentas-te à minha frente, prendes-me os movimentos. Conduzes tu. Mexes-te freneticamente pousando sempre os teus olhos nos meus. Sempre gostaste de teres em ti o poder de me veres a descontrolar. Sempre gostaste de me deixar cambaleando no desejo que é teu. Continuas a tua dança. Pintas-te no orgasmo que te quero oferecer. Resistes sempre à espera dos meus passos em falso. Sabes que não sei esperar. Conheces bem a minha impaciência em te possuir. A minha vontade de foder quem se recolhe da minha pele. Paras. Recomeças. Soltas-te em sons abertos. Sais de ti e trazes novamente os teus dedos à minha saliva. Gostas de me dar a beber o teu tesão. Pego em ti e prendo-te em mim. Tentas-te libertar. Não o queres, mas tentas. Gostas das marcas que ficam depois destas noites. Do fogo que te marca a pele. O mesmo que te fode mesmo quando dizes não querer. Que estás farta que tudo entre nós comece e acabe na cama. Repetes-te vezes sem conta. Repetes-te até deixarmos de ser duas pessoas. Rasgamo-nos. Folheio-te até te sentir a pele gasta. Até sentir que até os mares secam. Resigno-me a me deixar ficar na tua pele. Na tua boca salgada. Acordo em sonhos o teu sexo. Acordo-o e adormeço-o. Sem intermédios. Esgotamo-nos. E a partir daí a única coisa que sentimos é a cinza que cai por acidente nos nossos corpos.

9 comentários:

nenhum existe disse...

Cacau Caucasinha, cheira-nos a sexo bombástico!!!!!!!!!!!!!!!!! O Fogo foi tanto que a net deu curto-circuito,não foi? LOL

Beijoooooooosssssssssssssss******

Natalie Afonseca disse...

OLá Cacau!
Uf! Uma pessoa quase que transpira ao ler o que escreves...hehe!
Muito bom! Muito forte! Muito maluco!

BEIJINHOS
:)))

voz off disse...

espectacular a tua escrita.
cresce-nos no corpo.

Maresi@ disse...

Palavras fortes e sugestivas:)))
beijo

Maresi@

Cherry Blossom Girl disse...

Obrigada pela visita no meu cantinho, passa sp que quiseres serás bem vinda.
Eu voltarei.
Beijinho
***

Lord of Erewhon disse...

Escreves muito bem... mas tens de ter cautela: a temática sexo/prazer/amor facilmente pode cair no mau gosto, evitas isso com alguma elegância, não o nego, mas falta-te profundidade... Há mais no tema do que superfície alegre e divertida... e não falo de paranóias e merdas do género... simplesmente a fome das gentes nada tem de inocente... nem a nossa.
Dark kiss.

Safada disse...

Depois? =)
Não existe depois. Existe o momento, existe a entrega. Depois disso mais nada.

(Vou voltar com tempo e a atenção devida para te ler)

sotavento disse...

Esgotar as palavras, dizes tu?!... :)

Maria dos Açores disse...

Uma pessoa até fica sem folego...