segunda-feira, julho 24, 2006

I want you


“I I I I I I want you you you you you you
Oh I I I I I I want you you you you you you
Said I I I I I I want you you you you you you
So what we gone do? What we gone do?”



Quero-te hoje fora de mim. Quero que desocupes o meu coração. Quero apenas que exista um sinal de ti na minha mente. Não quero pensar no que esperar de ti. Não quero pensar no que quero de ti. Não quero perguntas. Nem respostas. Quero-te apenas sem o rasto do passado, nem a pressão que se acomoda no presente e sem os sonhos do futuro. Hoje não precisamos disso. Precisamos de encontrar um tempo próprio nos nossos corpos. Precisamos de saborear o desejo, arriscar as palavras, não respirar fundo e sim saber perceber o que pode acontecer. Sem ideias pré-estabelecidas. Sem conceitos esmagadores de sentires. Sem travões e sem aceleradores.

Quero que te sintas a ti, quero que te explores, e ao o fazeres me encontres em ti. Quero desnudar-te a alma com o toque das minhas mãos, romper-te o peito e abraçar-te o coração. Quero entrar em ti com um beijo que não tem nome, que apenas se espelha no desejo que deixas esvair em mim. Quero partilhar contigo estes sentires, de um corpo que se aceita, que se vê como completo mas que se repercute no teu. Desmaiar-te em sonhos de toques, que se derramam na tua boca, que é seguida pela lentidão da minha língua, desflorando-te os pensamentos. Confundindo-te a pele com cheiros que me atravessam o tesão. Quero que te deixes ficar de pé, com a nudez colada à minha, que te deixes conduzir com os passos que as minhas mãos te dão, com a velocidade controlada de quem sabe como dançam as pontas dos meus dedos, ao som de uma melodia que te cresce na respiração, à medida que deixas de perceber se é a tua ou a minha que ouves.

Quero que pares quando te puxar para mim e revelar à tua língua o percurso que quero seguir. A viagem que quero iniciar na tua boca, com todos os trajectos possíveis e que quero que acabe novamente nos teus lábios que estarão doridos dos desejos que irão conceder e receber.

Quero que te deites desembaraçada de lençóis, despir-te-ei os medos com a ponta da minha língua, que se perde inquieta nos recantos do teu corpo, desenhando palavras que se deixam ficar encostadas às tuas expressões, recolho-me nos teus seios, fazendo suscitar arrepios demorados, que se deixam prender ás minhas mãos e à sede que trago na boca. Permaneço o tempo suficiente para te sentir deliciosamente em mim, para arriscar cravar-me na tua pele, para arriscar fazer-te derramar em desejo, transpirando em nós sentires, silêncios encobertos de vozes…

Quero que te soltes em mim, que me tomes como tua nesse resguardo que é o teu ventre, em que quero escrever sentidos,

Em que quero….

(Entra na minha mente, fecha os olhos, e saberás que quero eu….)

5 comentários:

Moon_Lady disse...

=O

Arrepiei prima.

*

sotavento disse...

Então, 'tá bem!... :)

Natalie Afonseca disse...

Oláaaaaaaa!!!
Então!? Tudo bem?
Tu escreves é muito bem....:)

Olha, não te esqueças do nosso cafézito!! hehe!
Ah! Jamiroquai dia 5 de Agosto, em S. Vicente! Vai ser lindo!!

Fc bem!!
Bjinhos
:)

SGC disse...

De uma forma genérica,gosto das «Violência pacífica» dos teus textos e claro, da tensão/binómio "erotismo/espiritualidade"...:-)
Os meus respeitos!

nenhum existe disse...

Ai, também queremos assim!!!!!!!!!!!!******