quarta-feira, junho 18, 2008

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Resposta à primeira pergunta:

O fogo do teu sexo colado à minha mão. O desejo agora solto que respirava à medida que eu me aproximava e afastava de ti. A escravidão que é sentir-te mais perto sem te poder puxar para fora desta realidade. O inicio da minha marca em ti. Não na superfície mas sim na profundidade de tudo o que nos chama. De tudo o que transparece quando os meus olhos estão postos nos teus. Quando o meu rosto se abriga nos teus seios. Para poder ouvir-te melhor. E sentir a pressão das tuas mãos nas minhas costas enquanto eu entro mais fundo. Mais fundo do que alguma vez entrei. E depois, a paragem na estação que me faz ficar em ti, com a pele esfomeada agora a descansar. A recapitular tudo o que foi vivido e a ansiar por mais. Pela lapidação do que nos aconteceu. E no abraço que te espera no meu peito, eu tomo-te. No caminhar da ponta dos meus dedos, eu partilho os meus sonhos contigo. Na impulsividade que me assalta os sentidos, eu permaneço mais um pouco. Sempre mais um pouco para te ocupar o dentro como te ocupo a pele. Para que não precises de mapas no regresso a mim.


Resposta à segunda pergunta:

Não haveria outro sítio. Outro arquipélago. Outra pirâmide. Outro tesouro a alcançar pelo certeza dos teus dedos. Não haveria, certamente, outro espaço pronto a ser devastado pelo movimento do teu corpo no redor do meu. Não aceitaria, outra mão a colher os frutos do meu tesão. Não. És tu. Foste tu. E prometi esperar, prometi guardar o rompante que se instalou na trovoada do meu sexo. Mas não aguentei. Não quis aguentar. Não saberia conter todo o desejo na proximidade das tuas mãos. No silêncio que seria som, com a minha boca colada ao teu ouvido “Quero-te dentro de mim. Agora. Fode-me”. Não poderia atrasar mais um dia. Mais uma hora. Mais um segundo. Não existe em mim, a racionalidade certeira que me faria dizer não. Porque quando tu chegas, eu estremeço. Quando sorris com ar de quem controla, eu inquieto. Quando as tuas mãos aterram na minha cintura eu cedo. Quando o teu corpo derruba o meu, eu anseio. Quando tu dizes que eu tenho de pedir, eu peço. E depois? Se for na cedência do meu corpo a ti, que me nasço mais inteira?

3 comentários:

RV disse...

ás vezes não há mesmo nada q comentar pq são histórias mt vivenciadas por outros, m apenas quero dizer q fico feliz por este encontro a dois...

Anónimo disse...

Parabens.
http://desabafos-solitarios.blogspot.com/

Anónimo disse...

Perguntas simples requerem respostas "complexas"
Muito bom!
Beijo "vulnerável"