segunda-feira, junho 30, 2008

Quase Perfeito . ..







Kika, repara:

Comecemos pelo título da música. Quase perfeito. Somos nós. É o nosso amor. Falta-nos o quase para sermos em pleno. Porque de resto é perfeito. E não te podes esquecer que nós as duas roçamos a perfeição, só o mau feitio leva-nos ao expoente máximo da pontuação. Percebeu? :P

Continuando...

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Desde a primeira vez. O beijo que aconteceu. A mão que aterrou na tua perna. Foi a partir daí. O rio como pano de fundo. A tua água das pedras. O meu chá frio de ananás e coco. E sabe bem ter-te a meu lado, e não há nada mais certo que isto. E quando te espero, quando sei que vens, que durante o tempo que for não existe mais nada. A não ser o beber dos instantes que se colam nas nossas peles.


Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar
Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia

Se pensares bem, isto não era suposto acontecer. Nada era suposto. Mesmo que no fundo, precisássemos disto nas nossas vidas. Porque o abraço precisava de outro sentir. As horas tendiam a vagar mais e mais. E como não me pediste como prenda de natal, apareci-te no cair do Verão, sem embrulhos. Apenas cheia de defeitos e snob até dizer mais não. Querias realidade. Apareci-te eu convencida de tal forma que até faz confusão.
E és tu a prenda que neguei desejar estes anos todos. (24 anos cheios de velhice).


Não me lembras o céu
Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua
Eu confesso não sai da cabeça

Não, de facto não. Lembras-me que as coisas boas acontecem, que por vezes, merecemos estas rasteiras. E se sangrar não faz mal. Ao menos aconteceste-me.
A nudez do que flui em mim. A nudez que descobriste como se nas tuas mãos estivessem tatuados os mapas do meu território.
E confesso, que a minha boca não é mais do que um prolongar da tua.


Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito

Aqui discordo. É que tenho mesmo que discordar. Um ultraje. Os nossos beijos são perfeitos. Aqui não há meio termo. Se houvesse um campeonato ficariam em primeiro lugar. Confessa que é um vício e não há penso de nicotina, agulha de acupuntura que nos safe.
E o tempo, esse grandíssimo filho da mãe que se resolveu meter no nosso caminho. Mas esta luta acabará com a nossa vitória. A vitória de tudo o que faz sentido. Nós.


Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito

O diabo quis. O amor nasceu. Não há dúvidas de que é o crime perfeito.



(Se um dia eu te disser que desisto – não acredites)

4 comentários:

Anónimo disse...

Sabe bem ..........................
acompanho-te desde sempre!!
:)

Anónimo disse...

"Não me esqueci, não antevi , não adormeci o meu vício de ti."

Adoro-te. * **

Anónimo disse...

"Não me esqueci, não antevi, não adormeci o meu vício de ti."

Adoro-te. * **

Suricata disse...

Muito obrigada!
(pelo elogio a uma grande amiga minha...)
(lembra-se onde ouviu este "quase perfeito"? Se não, eu recordo...)