sexta-feira, novembro 25, 2005

Puxas-me inteira para essa tua ternura que me desliza pela pele
como se a escutar o que te digo num silêncio incómodo,
que te faz contorcer a face enquanto te aquietas em palavras
que não são o que te digo mas são talhadas pelo que sinto
nesta exautão que me desintegra o coração.

Dilues-me em momentos no intermédio dessa noite
que para ti se ouve claridade
mas em mim se abre na escuridão
como se o meu corpo estivesse coberto de gotas

Gotas que caem
formando uma árvore
que se anuncia em vida

Na vida que me abraça
quando eu me cego no teu peito.

10 comentários:

Anónimo disse...

...um abraço apertado,emocionei-me!Tu escreves ternura!...ah!digo eu...se senti!
lua

sotavento disse...

Já te disse que escreves bem, miúda?!... ;)

indigo des urtigues disse...

Mais uma fã das tuas palavras...:)

Bjinhos

Vytor Maya disse...

Passei por aqui novamente e me deleitei com sua poesia! Beijos! Visite meu blog!

Passarinha disse...

bolas, é verdade, escreves mesmo bem!!

MONALISA disse...

Cacau, quanto mais se escreve melhor se escreve. Não páres nunca de escrever, porque tens tudo para vir a ser genial. Escreves muito bem. Beijo

nuno disse...

Bem, vejo que continuas com grandes poemas... Lindo este! Continua...

GNM disse...

Está lindíssimo!

Um excelente resto de Domingo!

Engº Teixeira disse...

Gostei muito da tua poesia "despedaçada". Aparece pelo meu blog. Um abraço laranja

nobody disse...

Belíssimo!!!